Perfis compilados

•26/02/2008 • 1 Comentário
Participação como coautora do livro com um perfil de um jornalista

 

 

Participação como coautora do livro com um perfil de um jornalista

Faz tempo que não escrevo no blog, não por falta de  assunto. Pois, todo dia olho personagens super interessantes. Mas, o problema é o tempo, a correria. Este ano corro para concluir, até outubro, meu TCC. Que também terá perfis e trata de uma temática para lá de especial. Será um livro-reportagem sobre pessoas com deficiência para trazer informações as pessoas, acabar com o preconceito e mostrar que todos podem superar as dificuldades.

Já me justifiquei, agora posso falar deste projeto. O livro foi pensado por três professores: a Eliane Freire, o Robson Bastos e o Francisco de Assis. Fui convidada para fazer um perfil sobre o Robison Baroni, que foi radialista, em Taubaté. Robison trabalhou em várias rádios, como também na saudosa Rádio Tupi, além de narrar trailers para filmes do Mazzaropi.  Nunca largou a profissão, só a dividiu com o Direito.

Agora em abril, foi o lançamento do livro JORNALISTAS DO VALE DO PARAÍBA: EXPERIÊNCIA E MEMÓRIA, que junta outros 11 perfis de jornalistas que contam experiências e serve para resgatar a memória destes profissionais que atuaram no Vale. Este é um trabalho do NUPEC  (Núcleo de pesquisa e Estudos em Comunicação) e teve colaboração de alunos e ex-alunos. Porém, só foi possível pela força de vontade dos três organizadores já citados.

Musa inspiradora

•26/02/2008 • 1 Comentário

capavidasite_1Na vida nada se cria, tudo se transforma. Eu me transformei ao ler uma matéria sobre pacientes terminais escrita por uma repórter que minha professora de jornalismo sempre falava, a jornalista da Época, Eliane Brum. Depois de ler o livro “A vida que ninguém vê” voltei a acreditar que podemos arrumar espaço para publicar matérias sociais.

Assim, tive a ideia de criar um blog para contar histórias de personagens das ruas, dos quais me interesso. Sempre me interessei pela vida cotidiana. Mas, ao ler o livro da Eliane percebi que a forma de contar é importantíssima. E neste requisito ela é fera. Sensibilidade aguçada, olhar diferenciado, seus textos parecem “crônicas-reportagens”.

Não é para qualquer um transformar o ordinário, banal, em extraordinário e fantástico. Ainda mais que são histórias reais. Temos que acreditar neste outro jornalismo. É o jornalismo literário está aí  para chamar mais leitores. Escrever notícias é fácil, mas para interpretar a realidade e opinar necessitamos de mais bagagem.

 ”A vida que ninguém vê” nos lembra a teoria da invisibilidade, tema da dissertação de Mestrado de um aluno da USP em Psicologia, que se passou por gari para comprova-la. Temos retirar nossas lentes, para enxergar de verdade, não só com os olhos, mas com o coração. Quantas vezes passamos do lado de alguém e não percebemos.

Compartilho com a sensibilidade da jornalista, apesar de não conseguir escrever de maneira tão primorosa. Ela realmente é uma musa, um exemplo a seguir, já que descobri que este é um caminho que me anima, em que acredito exercer minha função como profissional.

Fiquei feliz ao saber que ela está participando de um projeto chamado Rumos do Itaú Cultural, ministrando oficinas. Espero que tenhamos oportunidade que ela também faça no estado de São Paulo.

Por trás da lona

•26/02/2008 • 1 Comentário

Este é o palhaço cochicho! Foto do site http://images.google.com.br/imgres?imgurl=http://oglobo.globo.com/blogs/arquivos_upload/2008/10/154_1024-moroco.jpg&imgrefurl=http://extra.globo.com/blogs/paoduro/default.asp%3Fa%3D181%26periodo%3D200810&usg=__uHSCdLpcnAlKXs6u-_Lsrej1KGw=&h=385&w=256&sz=27&hl=pt-BR&start=21&tbnid=zkKXwureIh-QQM:&tbnh=123&tbnw=82&prev=/images%3Fq%3Dcirco%2Bbeto%2Bcarreiro%2Bpalha%25C3%25A7o%26start%3D18%26gbv%3D2%26ndsp%3D18%26hl%3Dpt-BR%26sa%3DN

Este é o palhaço cochicho! Foto do blog: http://extra.globo.com/blogs/paoduro/

 

 

 

Ao entrar na lona, o tocar de sapatos na arquibancada nos faz escutar o ranger da madeira, além do barulho crocante das pipocas pisadas no chão. No ar o cheiro salgado de pipocas, batatas-fritas e crepes se mistura ao perfume doce de maças do amor, churros e do algodão doce.  Começam os gritos: Olha o crepe! Os “vendedores-artistas” se equilibram para segurar as bandejas, enquanto passam pela platéia. Os pais cedem aos apelos dos filhos para comprar espadas luminosas e tiaras com corações pendurados.

Todos sentam em seus lugares, as luzes se abaixam. A fumaça de gelo-seco com cheiro de eucalipto começa a mexer com o subconsciente. A névoa branca da fumaça faz as pessoas acreditarem que estão em um sonho, se transportando para um mundo fantástico, onírico, um mundo mágico. Em baixo, o picadeiro tem um tapete circular vermelho e as cortinas de veludo vinho tornam o ambiente mais aconchegante.

As crianças estão com o olhar atento e curioso, os pais tem um olhar de encantamento e parecem se divertir mais. O ponto do clímax é quando aparece no palco o palhaço Cochicho, que usa das técnicas, de Chaplin, da comédia muda. Cochicho é diferente dos palhaços convencionais, usa um chapéu parecido a de um bobo da corte e roupas pretas com bolas coloridas.

O palhaço a “la Carlitos” tem com principais ferramentas no palco bolinhas coloridas, um balde e sua expressão corporal. Cochicho arranca risadas do público usando da mímica de seu rosto expressivo e de gestos.

O mundo do circo é de fantasia, mas a rotina destes artistas é bem real. Ficam três semanas numa cidade com apresentações diárias. No fim de semana fazem três espetáculos por dia. O palhaço Cochicho ao terminar a apresentação desabafa. “Fim de semana ficamos acordados até as 3 horas da madrugada. Ficamos exaustos. No outro dia ainda treinamos”, contou Cochicho.

São 17 números entre acrobatas, malabaristas, contorcionistas, ginastas, palhaços e etc. Os corpos sarados, dos homens e mulheres quase todos jovens, fazem coisas que parecem sobre humanas, tem elasticidade, auto-controle, concentração, técnica, leveza e rapidez nos movimentos. Vivem de arte, são trabalhadores da arte. Suas rotinas são bem diferentes.

O público sai da lona e volta para a realidade ao enxergar vários trailers do lado de fora do picadeiro. Fora, em um trailer está uma mesa com uma banheira de bebê, isso nos faz lembrar  que a vida continua. 

Os trajes cor de laranja

•26/02/2008 • Deixe um comentário

by http://www.clubeletras.net/blog/cultura/hare-krishna-hare-hare-o-skindo-skindo/

by http://www.clubeletras.net/blog/cultura/hare-krishna-hare-hare-o-skindo-skindo/

 

 

De um lado para o outro passam pessoas em todas as direções, para resolverem coisas no Centro da Cidade. No Centro, o profano e o sagrado se misturam. A igreja Dom Epaminondas, de cor amarelo ouro, fica situada do lado contrário ao Teatro Metrópolis, o único da cidade, e as lojas do comércio. No meio da praça todo mundo corre, na vida capitalista que vivemos, sem pensar em espiritualidade.

Foi neste contexto que um Hare Krishna se aproximou, perguntando se não queria conhecer a liberdade e mais sobre Yoga. Com um nome difícil de pronunciar e  guardar, mas deveria ser indiano e ter um significado espiritual.

Ele era moreno, pele jambo passaria por um indiano, não era nem gordo, nem magro. Os cabelos raspados tinham um significado. Tinha estatura mediana, embora a voz mansa e calma, tentava convencer as pessoas com o jeito simples. No rosto redondo se destacava uma pintura vermelha que saia do meio das sobrancelhas até o meio da testa, um risco vertical, parecia um terceiro olho.

Nas mãos sujas, as unhas curtas e amarelas revelam o trabalho manual de quem vive no campo, na comunidade que fica em Pindamonhangaba, na zona rural. Os trajes eram simples, vestia uma saia de linho branco, sandálias tipo franciscano marrons, uma camiseta cinza e um pano alaranjado pendurado pelo ombro. Com sua voz calma tentava persuadir os transeuntes sobre o “Hinduísmo”:

- Não estamos interessados em sua contribuição, mas em transmitir conhecimento. Repetiu pela terceira vez, mesmo eu dizendo que estava com pouco dinheiro.

Depois de convidar para conhecer a comunidade e os ensinamentos deu um livreto “Os valores da liberdade. Onde o ocidente encontra o oriente” e outro com uma foto muito bonita do sítio em Pindamonhangaba. Além deste hare krishna, estavam mais quatro no centro da praça conversando com as pessoas que passavam curiosas ao olhar as vestimentas diferentes, porém corriam com os afazeres no horário de almoço.

 

apresentação

•26/02/2008 • Deixe um comentário
Personagens assitindo o pôr do sol da ponte metálica - Fortaleza

Personagens assitindo o pôr do sol da ponte metálica - Fortaleza

 

Este blog pretende mostrar histórias de vidas que passam todos os dias ao lado das nossas, e às vezes na correria do dia-a-dia não conseguimos ver, perceber outras personalidades, atores da vida real, personagens reais, com histórias diferentes, mas com a mesma essência de viver.

Todos somos iguais, mas temos uma grande riqueza de detalhes físicos, psicológicos, culturais que nós torna singulares. Toda pessoa tem seu diferencial, seu estilo de vida, suas crenças, versões, amores, família e etc.

Os textos são baseados em histórias reais de pessoas que cruzam  comigo nas ruas e lugares. O estilo é o meu predileto, o jornalismo literário, que relata histórias reais com técnicas jornalísticas e enriquecido com um toque da literatura que permite o leitor enxergar a riqueza das pessoas.